Tecnologia e inovação fomentam o desenvolvimento de empresas no Brasil em 2026

Tecnologia e inovação fomentam o desenvolvimento de empresas no Brasil em 2026

28.01.2026

Por Andressa Melo

Atualmente, o Brasil é a maior economia da América Latina, com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em R$ 11,7 trilhões em 2024. No entanto, essa liderança não é observada em outros campos de desenvolvimento. O Índice Global de Inovação (IGI), por exemplo, aponta um cenário de declínio no segmento de tecnologia e inovação no país. Esse resultado é um reflexo de um ecossistema inovativo com grande potencial que ainda apresenta entraves em sua estrutura.

O IGI é um indicador global que avalia anualmente o ritmo da inovação nos países e aponta os clusters de maior destaque. Ele é estruturado a partir de 4 métricas: ciência e investimentos em inovação, progresso tecnológico, adoção tecnológica e impacto socioeconômico.

Os resultados do índice, ainda que o país tenha caído algumas posições, são promissores. Considerando o cenário de baixa estabilidade regulamentar e falta de integração entre academia e setor produtivo, pode-se dizer que o cenário de tecnologia e inovação do Brasil é contrastante, apresentando bons resultados em um ambiente não propício para seu desenvolvimento.

Cenário de tecnologia e inovação

No Índice de 2025, o Brasil figurou na 2ª posição na categoria “líderes de inovação” na América Latina e Caribe, atrás apenas do Chile, e na 52ª no ranking geral. Essa colocação representa uma queda quando comparada com a pesquisa do ano anterior, edição em que o país liderava a categoria.

O cenário brasileiro apresenta como pontos fortes a produção científica e um ecossistema empresarial que cresce em tamanho e sofisticação. Esses avanços são frutos dos esforços das companhias para se manterem competitivas frente ao mercado global.

Isso ocorre em função das demandas comerciais e das adaptações às mudanças tecnológicas do ambiente corporativo. Por isso, o ano de 2026 será um período-chave para as organizações brasileiras se anteciparem e conseguirem alcançar competitividade global.

O futuro do cenário empresarial e industrial no país está ancorado em quatro áreas principais de desenvolvimento, que vão desde aplicação de práticas sustentáveis até mão de obra híbrida.

Perspectivas e oportunidades para o futuro

O cenário brasileiro de inovação apresenta uma perspectiva otimista para os próximos anos. Setores como o químico e farmacêutico, que possuem uma ligação mais próxima com a academia, conseguem inovar de maneira mais clara. A indústria automotiva, por outro lado, tem crescido consistentemente, principalmente devido à regulamentação do Programa Mover.

Para que este processo se mantenha constante, as organizações precisam acompanhar as áreas de desenvolvimento, como sustentabilidade digital e eficiência energética, que geram ganhos econômicos e ambientais; uso estratégico e consciente de inteligência artificial, evitando gastos com ferramentas desnecessárias; redução de impactos ambientais, alinhando expectativas de consumidores e parceiros e incentivando investidores; e capacitação e mão de obra híbrida, antecipando a incorporação massiva da automação inteligente no fluxo de trabalho direto dos colaboradores.

Sendo assim, segmentos que têm recebido recursos e investimentos conseguem desenvolver projetos de tecnologia e inovação mais completos e estruturados, acompanhando as tendências. Por isso, políticas de incentivos fiscais têm se tornado o principal elemento para o fomento de um ecossistema inovativo dentro das companhias.

No entanto, muitas leis de fomento existentes têm prazo de vigência limitado ou permanecem sem avanços há anos, como as PLs nº 4.944 e 2.838/2020 que estão sem movimentação há cinco anos. Até o momento, o cenário tributário não apresenta alinhamento com a realidade de um país que oferece recursos necessários para incentivar e sustentar a inovação.

Para que o Brasil se destaque como polo de tecnologia e inovação novamente, é essencial avançar em políticas públicas que fortaleçam a formação em ciência e tecnologia, acompanhadas de mecanismos fiscais e do estreitamento das relações entre academia e setor produtivo. Exemplos como a própria Lei do Bem, que, mesmo sem as atualizações essenciais, aumentou em 2.800% os investimentos em inovação nos últimos 20 anos, evidenciam que esses recursos possuem uma importância significativa para o cenário econômico e inovativo do país.

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