A transformação digital nunca foi tão complexa — e, ao mesmo tempo, tão fragmentada.
18.03.2026
Um novo estudo da Kyndryl aponta um cenário que começa a preocupar líderes globais: as empresas estão investindo mais em tecnologia, mas ainda não estão preparadas para lidar com a convergência de três forças críticas — computação quântica, soberania de dados e infraestrutura de rede.
O chamado Relatório de Prontidão revela um desalinhamento crescente entre onde os recursos estão sendo aplicados e a real capacidade das organizações de sustentar operações cada vez mais orientadas por dados e inteligência artificial.
Segundo o levantamento, o risco quântico avança mais rápido do que a preparação das empresas. Embora 62% já estejam investindo em tecnologias relacionadas, apenas 4% enxergam impacto no curto prazo — um descompasso que pode ampliar vulnerabilidades, especialmente diante de ameaças emergentes como ataques de “colher agora, descriptografar depois”.
Ao mesmo tempo, a soberania de dados deixa de ser uma questão regulatória e passa a influenciar diretamente o desenho das arquiteturas tecnológicas. Com regras mais rígidas sobre localização e acesso às informações, 84% dos líderes afirmam que o tema ganhou relevância estratégica no último ano — e 86% destacam a importância crescente do alinhamento regulatório por parte dos provedores de nuvem.
Outro ponto crítico está na base da infraestrutura: as redes.
Ambientes legados continuam limitando o avanço de iniciativas mais sofisticadas, especialmente aquelas impulsionadas por IA. Hoje, 25% dos sistemas críticos já operam próximos ao fim de sua vida útil, enquanto apenas 37% das empresas consideram suas redes preparadas para enfrentar riscos futuros.
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Mais do que apontar tendências isoladas, o estudo reforça um ponto central:
o futuro da tecnologia não será definido por avanços individuais, mas pela capacidade de integração entre eles.
Quântico, dados e redes não são mais temas paralelos — fazem parte do mesmo sistema.
E é justamente nessa interseção que surgem as maiores lacunas… e também as maiores oportunidades.
Para as empresas, o recado é claro: investir já não é suficiente.
Será preciso alinhar estratégia, arquitetura e execução para transformar tecnologia em vantagem competitiva real.
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