Brasil fortalece pesquisa em hidrogênio de baixa emissão para acelerar transição energética da indústria

Brasil fortalece pesquisa em hidrogênio de baixa emissão para acelerar transição energética da indústria

01.07.2026

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi selecionada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) como novo Centro de Competência em Hidrogênio de baixa emissão de carbono, para atuar na geração de conhecimento, formação de talentos e desenvolvimento de soluções voltadas ao hidrogênio, contribuindo para a transição energética e para a competitividade da indústria brasileira. Serão investidos R$ 60 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), destinado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O anúncio foi feito nesta terça-feira, 30 de junho, pela ministra Luciana Santos e pelo presidente da Embrapii, Alvaro Prata, na sede do Ministério, em Brasília.

A proposta apresentada pela UFPR reuniu mais de 15 anos de competências acumuladas em hidrogênio de baixa emissão de carbono, combinando pesquisa aplicada, formação de recursos humanos, infraestrutura especializada, internacionalização e experiência em projetos com os setores público e privado. "O diferencial do Centro de Competência da UFPR está na abordagem multirrota, voltada ao desenvolvimento de diferentes caminhos tecnológicos para a produção de hidrogênio, valorizando as vantagens competitivas do Brasil e sua diversidade de fontes renováveis", explica o coordenador do Centro de Competência, Helton José Alves.

A partir dessa base, o Centro atuará na fronteira do conhecimento, com foco em soluções estratégicas para a indústria brasileira, no aumento da maturidade tecnológica de produtos e processos e na geração de tecnologias competitivas, escaláveis e com potencial de inserção nacional e internacional. "Durante o período da seleção, recebemos mais de 30 cartas de apoio de empresas brasileiras e estrangeiras, que mostraram interesse na associação tecnológica, prevista na chamada da Embrapii. Agora, vamos retomar o contato para fechar essas parcerias", afirma Alves.

De acordo com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o Brasil reúne condições únicas para liderar a economia do hidrogênio, e esse protagonismo passa pelo fortalecimento das capacidades científicas, tecnológicas e industriais brasileiras. "O Centro de Competência Embrapii em Hidrogênio é um marco nesse processo, por fortalecer o Programa Nacional do Hidrogênio e contribuir para o plano de transformação ecológica do país", afirma. "Ao integrar universidades, institutos de pesquisa, empresas e laboratórios do SISH2-MCTI (rede criada pelo Ministério no âmbito da Iniciativa Brasileira de Hidrogênio), o Centro ampliará a capacidade nacional de inovação, acelerará tecnologias estratégicas e impulsionará a competitividade da indústria brasileira na transição para uma economia de baixo carbono", aponta.

O presidente da Embrapii, Alvaro Prata, destaca a capacidade da rede de inovação na busca por soluções sustentáveis para a indústria brasileira. "A inovação é elemento central para que o Brasil aproveite as oportunidades da transição energética. Ao reunir pesquisadores, empresas e infraestrutura de excelência em torno das demandas tecnológicas relacionadas ao hidrogênio, criamos um ambiente propício para o desenvolvimento de soluções que vão proporcionar impacto econômico, ambiental e social para o país", afirmou.

As linhas de pesquisa do novo Centro de Competência vão abranger a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono a partir de fontes sustentáveis, armazenamento, transporte e segurança de hidrogênio, além de aplicações no setor de transportes, de fertilizantes, de combustíveis, de processos químicos e industriais, e de energia elétrica.