Itajaí consolida liderança nas importações e reforça novo mapa logístico da indústria brasileira

Itajaí consolida liderança nas importações e reforça novo mapa logístico da indústria brasileira
Município catarinense movimentou US$ 9,1 bilhões no primeiro semestre de 2026

06.08.2026

Município catarinense movimentou US$ 9,1 bilhões no primeiro semestre de 2026 e supera tradicionais polos industriais como Manaus e São Paulo

Itajaí (SC) ampliou sua liderança entre os municípios que mais importam no Brasil ao registrar US$ 9,1 bilhões em compras internacionais no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume representa 6,4% de todas as importações brasileiras, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho mantém o município catarinense à frente de importantes centros industriais e comerciais, como Manaus (AM) e São Paulo (SP), consolidando sua posição como um dos principais hubs logísticos do país.

A China respondeu por 41,6% das importações registradas em Itajaí entre janeiro e junho, seguida por Alemanha, Estados Unidos, Chile e Argentina. Juntos, esses cinco países concentraram mais de 62% das operações internacionais realizadas pelo município.

A infraestrutura logística da região reúne porto, terminais especializados, centros de armazenagem, retroáreas, acesso ao Aeroporto Internacional de Navegantes e conexão com importantes corredores rodoviários, fatores que vêm fortalecendo sua posição como porta de entrada para diversos segmentos industriais.

Segundo a Cronos Logistics, setores como têxtil, automotivo, farmacêutico e náutico estão entre os principais usuários dessa estrutura, refletindo a diversidade das cadeias produtivas atendidas.


Curadoria P&S

Os números de Itajaí revelam uma transformação silenciosa no comércio exterior brasileiro.

Durante muitos anos, a competitividade industrial esteve associada principalmente à capacidade produtiva. Hoje, infraestrutura logística, disponibilidade de serviços especializados e agilidade na movimentação internacional de cargas passaram a influenciar diretamente as decisões das empresas.

Mais do que concentrar importações, Itajaí demonstra como ecossistemas logísticos integrados vêm se tornando ativos estratégicos para a indústria. Em um ambiente marcado por cadeias globais mais complexas, diversificação de fornecedores e necessidade de maior resiliência, a localização de um hub logístico pode ser tão relevante quanto a localização da própria fábrica.

A logística deixou de ser apenas uma atividade de suporte. Ela passou a integrar a estratégia de competitividade industrial.