Modernizar para preservar a capacidade

Modernizar para preservar a capacidade

09.10.2026

A longevidade da usina depende, entretanto, da atualização de seus equipamentos.

A Emae informa que destinou R$ 338 milhões desde 2019 à Henry Borden, principalmente para a modernização das unidades da usina subterrânea. O próximo desafio é avançar na atualização das unidades da seção externa.

Os investimentos já se refletem nos indicadores operacionais. Em junho de 2026, a usina alcançou 92% de disponibilidade média móvel em 60 meses, indicador que considera o desempenho acumulado ao longo de cinco anos.

O movimento mostra que, em infraestrutura energética, preservar uma instalação histórica não significa mantê-la congelada no tempo.

Significa atualizar equipamentos, aumentar confiabilidade e adaptar uma estrutura existente às necessidades de um sistema elétrico que também está mudando.

 

A história da Henry Borden resume uma transformação importante da infraestrutura brasileira.

Há um século, o desafio era aproveitar a geografia da Serra do Mar para produzir a energia necessária ao avanço da industrialização.

Hoje, a questão é como fazer uma infraestrutura construída em outra era continuar contribuindo para um sistema elétrico mais flexível e preparado para uma matriz com maior participação de fontes renováveis.

A tecnologia mudou. O sistema mudou. As necessidades mudaram.

Mas a engenharia continua sendo o elo entre a infraestrutura construída ontem e os desafios energéticos de amanhã.

E o centenário?

Como parte das comemorações dos 100 anos, a Emae também inaugurou o Espaço Cultural Henry Borden, dedicado à história da usina, ao patrimônio industrial, à engenharia e à inovação tecnológica. O espaço reúne exposição permanente, depoimentos de trabalhadores e recursos como realidade virtual, além de recursos de acessibilidade.

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