Reciclagem mecânica de plásticos recupera produção e empregos em 2025

Reciclagem mecânica de plásticos recupera produção e empregos em 2025
Reciclagem mecânica de plásticos recupera produção e empregos em 2025

17.09.2026

Produção de resina reciclada pós-consumo cresce 5,1%, faturamento chega a R$ 4,2 bilhões e setor atinge recorde de 21 mil empregos

A indústria brasileira de reciclagem mecânica de plásticos voltou a crescer em 2025, pelo segundo ano consecutivo após a retração registrada em 2023. A produção de resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) chegou a 1,06 milhão de toneladas, alta de 5,1% em relação ao ano anterior. O faturamento bruto nominal alcançou R$ 4,2 bilhões, enquanto o número de empregos diretos chegou a 21.013, o maior patamar da série histórica iniciada em 2018.

Os dados fazem parte do estudo Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026 (ano-base 2025), realizado pela MaxiQuim para o Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast, parceria entre ABIPLAST e Braskem.

Recuperação ainda convive com ociosidade

Em 2025, foram geradas cerca de 5 milhões de toneladas de resíduos plásticos pós-consumo no Brasil. Desse volume, 1,27 milhão de toneladas foram consumidas pela indústria recicladora, resultando em um índice de recuperação de 25,3%. O índice de reciclagem mecânica, calculado a partir da produção de PCR, ficou em 21,3%.

Apesar da recuperação, a cadeia ainda trabalha com capacidade ociosa. A capacidade instalada recuou 1,5%, para 2,39 milhões de toneladas, enquanto a produção avançou. O cenário mostra uma indústria que voltou a utilizar melhor sua estrutura, mas ainda enfrenta o desafio de tornar a resina reciclada mais competitiva frente à matéria-prima virgem.

Embalagens continuam no centro da cadeia

As embalagens representaram 69% do volume de resíduos consumidos pelas recicladoras, com aproximadamente 1,12 milhão de toneladas. As embalagens rígidas responderam por 49,4% do volume processado e as flexíveis, por 19,7%.

O índice de recuperação das embalagens chegou a 31,4% em 2025, acima dos 28,7% registrados no ano anterior.

PET lidera produção de PCR

O PET respondeu por 39% da produção de resina reciclada pós-consumo, seguido por PEAD (21%), PP (18%) e PEBD/PELBD (15%).

Entre os principais mercados consumidores de PCR estão Alimentos e Bebidas, com 183 mil toneladas, Higiene Pessoal, Cosméticos e Limpeza Doméstica, com 147 mil toneladas, e Construção Civil e Infraestrutura, com 124 mil toneladas.

Um dos movimentos que chama atenção é o crescimento do segmento Industrial, que avançou mais de 32% em relação a 2024. O setor de brinquedos também registrou crescimento expressivo, de 40%.

O desafio agora é dar escala à cadeia

Os números mostram uma recuperação importante, mas também evidenciam que o avanço da reciclagem depende de toda a cadeia: coleta, triagem, disponibilidade e qualidade dos resíduos, logística e competitividade da resina reciclada.

O fornecimento às recicladoras ainda é concentrado em intermediários. Sucateiros responderam por 37% do volume adquirido, enquanto aparas industriais representaram 22% e beneficiadores, 18%. Cooperativas participaram com 9% e catadores com menos de 1%.

Para a indústria, portanto, o crescimento da reciclagem não depende apenas de aumentar a capacidade de processamento. A previsibilidade e a qualidade da matéria-prima continuam sendo fatores decisivos para reduzir a ociosidade e ampliar a produção.

Fonte: MaxiQuim / Movimento Plástico Transforma – estudo Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-consumo no Brasil 2026 (ano-base 2025)

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