Tecnologia amplia uso de sistemas elétricos para tratamento de emissões industriais

Tecnologia amplia uso de sistemas elétricos para tratamento de emissões industriais
Aquecimento elétrico de um sistema RTO permite uma operação neutra em CO? sem o uso de combustíveis fósseis

03.06.2026

A busca da indústria por redução de emissões de carbono e menor dependência de combustíveis fósseis acaba de ganhar um novo capítulo.

A Dürr CTS anunciou a ampliação de sua linha de sistemas de oxidação térmica regenerativa (RTO), tornando disponível a versão elétrica para toda a sua família de equipamentos. A novidade permite que uma tecnologia antes restrita a aplicações de menor porte passe a atender operações industriais de grande escala, incluindo segmentos como automotivo, químico e farmacêutico.

Os sistemas RTO são utilizados para tratar gases de exaustão gerados em processos industriais, eliminando compostos orgânicos voláteis (VOC), poluentes atmosféricos e odores. Tradicionalmente, esses equipamentos operam com gás natural como fonte de energia.

Segundo a empresa, a nova geração de sistemas elétricos mantém a mesma eficiência de purificação, mas elimina emissões associadas à combustão, como óxidos de nitrogênio (NO?), além de reduzir a dependência de fontes fósseis quando alimentada por energia renovável.

A evolução também amplia a capacidade operacional da tecnologia, permitindo aplicações em fluxos de ar de exaustão de até 120 mil Nm³/h e em ambientes que apresentam gases corrosivos, uma limitação histórica dos modelos elétricos.

Outro destaque é a possibilidade de utilização de elementos de aquecimento cerâmicos, desenvolvidos para suportar condições mais severas presentes em processos industriais que envolvem compostos agressivos.

Mais do que uma inovação tecnológica, o movimento acompanha uma tendência crescente da indústria global: combinar eficiência operacional, redução de emissões e maior flexibilidade energética.

A solução também abre espaço para estratégias que integrem geração solar própria, armazenamento em baterias e aproveitamento de tarifas dinâmicas de energia elétrica, fatores que ganham relevância à medida que os custos associados às emissões de carbono avançam em diversos mercados.

Para empresas que já possuem sistemas instalados, a fabricante informa que também estão disponíveis projetos de retrofit para migração parcial ou total para o aquecimento elétrico.