Título:Aliança estratégica consolida a liderança sustentável da Braskem.
05.03.2026
A petroquímica Braskem iniciou a utilização de biometano como substituto parcial do gás natural em sua planta Q2 no Polo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul. A iniciativa integra a estratégia de descarbonização da companhia e representa mais um passo na transição para uma matriz energética industrial de menor intensidade de carbono.
O combustível renovável, distribuído pela Ultragaz, tem capacidade de fornecimento de até 46 mil m³ por dia e é produzido a partir de resíduos orgânicos provenientes do aterro sanitário de Minas do Leão (RS). A utilização do biometano permite reduzir emissões de CO? ao mesmo tempo em que mantém a eficiência operacional das instalações industriais.
Segundo Gustavo Checcucci, diretor de Energia e Descarbonização da Braskem, o biometano apresenta características técnicas equivalentes às do gás natural, o que facilita sua adoção em processos industriais existentes.
“O uso do biometano é estratégico por se tratar de uma fonte térmica renovável que oferece as mesmas especificações técnicas do gás natural, sem necessidade de ajustes nos ativos industriais”, afirma o executivo.
Economia circular aplicada à indústria
Produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, o biometano é considerado uma das alternativas mais promissoras para a descarbonização de processos industriais intensivos em energia.
No projeto implementado no Rio Grande do Sul, o combustível renovável gerado no aterro de Minas do Leão passa por processo de purificação até atingir especificações equivalentes às do gás natural, podendo então ser injetado diretamente na rede de distribuição e utilizado em aplicações industriais.
Para a Ultragaz, a iniciativa demonstra o potencial do biometano como vetor de transição energética no setor produtivo.
“Ao levarmos o biometano do aterro diretamente para o processo industrial da Braskem, fechamos um ciclo virtuoso de economia circular. Entregamos não apenas uma molécula renovável, mas uma solução logística completa que reduz emissões desde a fonte até o consumo final”, afirma Guilherme Darezzo, vice-presidente de operações da companhia.
Transição energética na indústria química
A incorporação do biometano está alinhada ao Programa de Descarbonização da Braskem, que estabelece metas para ampliar a participação de fontes de baixo carbono em sua matriz energética até 2030.
Entre as iniciativas estratégicas da companhia estão:
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aumento da participação de energia elétrica renovável nas operações
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diversificação da matriz energética industrial
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ampliação do uso de combustíveis de baixo carbono
A experiência na unidade de Triunfo também deverá servir como modelo para futuras replicações em outras plantas industriais da companhia.
Investimentos em eficiência e energia renovável
Além do biometano, a Braskem vem adotando uma série de medidas para reduzir a intensidade de carbono de suas operações.
Uma dessas iniciativas foi a migração para o mercado livre de gás natural em unidades industriais localizadas no ABC paulista, na Bahia e no Rio Grande do Sul, movimento que amplia a autonomia energética e a competitividade da empresa.
A companhia também investe na autoprodução de energia renovável, com participações em projetos de geração eólica e solar.
Outro exemplo é o Projeto Vesta, implementado no complexo industrial do ABC paulista, que modernizou o sistema termelétrico local por meio da substituição de turbinas a vapor por motores elétricos de alta velocidade e pela implantação de uma planta de cogeração alimentada por gás residual rico em hidrogênio.
Em Alagoas, a empresa também avançou na eletrificação de processos industriais com a implementação de um projeto de biomassa que inclui novas caldeiras abastecidas com eucalipto cultivado na região.
Descarbonização e competitividade industrial
A adoção de combustíveis renováveis como o biometano vem ganhando relevância em setores industriais intensivos em energia, especialmente em segmentos como petroquímica, siderurgia e cimento.
Além de contribuir para a redução de emissões de gases de efeito estufa, o uso dessas fontes energéticas pode aumentar a resiliência das operações industriais diante das transformações da matriz energética global.
No caso da Braskem, a integração do biometano reforça uma estratégia que combina eficiência operacional, diversificação energética e redução da pegada de carbono, consolidando iniciativas voltadas à transição para uma indústria química mais sustentável.