Princípios de design a serem considerados na infraestrutura crítica de IA Fabio Olivetti*
05.02.2026
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A inteligência artificial (IA) é uma das áreas tecnológicas com as maiores projeções econômicas, impulsionando mudanças na forma como as empresas operam e inovam. Isso cria novas oportunidades de negócios e transforma setores inteiros. De acordo com o relatório IDC FutureScape, até 2027 as 5.000 principais empresas da América Latina destinarão mais de 25% de seus gastos centrais com TI a iniciativas de IA, o que resultará em um aumento de dois dígitos na taxa de inovação de produtos e processos. Na região, isso representa uma oportunidade para que os operadores de data centers respondam a essas novas demandas. Pesquisas do Morgan Stanley indicam que a demanda de energia da IA generativa crescerá a uma taxa anual de 70% até 2027. Isso torna o gerenciamento de energia um dos maiores desafios para data centers habilitados para IA. Garantir disponibilidade e qualidade de energia de forma consistente é fundamental para manter eficiência e confiabilidade operacional. Repensar o design da infraestrutura para o sucesso As estratégias e os processos de design utilizados por décadas também precisam ser atualizados. Para enfrentar esses desafios, o mercado conta com princípios de design específicos para IA, pensados para atender aos novos requisitos de cargas de trabalho e densidade:
Simplificar a transição para alta densidade Algumas empresas enfrentaram dificuldades devido à falta de espaço para racks de alta densidade ou encontraram limitações na infraestrutura elétrica que exigiram redesenhos estruturais. Um exemplo de sucesso é o Colovore, um data center no Vale do Silício projetado especificamente para suportar cargas de alta densidade associadas à IA, machine learning e big data. Com até 50 kW de capacidade por rack e um modelo de pagamento por kW, o Colovore otimizou sua infraestrutura para maximizar a eficiência energética e térmica em um espaço limitado. Para facilitar a implementação da IA em seu data center, é necessário considerar sistemas modulares que permitam crescimento à medida que a carga de TI aumenta. Isso inclui o uso de chillers com alta temperatura de água e sistemas de free cooling, sistemas de UPS com capacidade de expansão em seus módulos de potência e sistemas de distribuição elétrica por meio de busway, entre outros. Para simplificar essa transição para alta densidade, o mercado conta com soluções projetadas para permitir que as empresas executem sistemas de IA mesmo em ambientes que não estão preparados para alta densidade. Essas soluções combinam energia e resfriamento com gerenciamento remoto e manutenção ao longo do ciclo de vida, oferecendo uma solução completa, fácil de implantar e com até 50% menos tempo de implementação em comparação com instalações tradicionais de infraestrutura. *Fabio Olivetti, gerente de ofertas de água gelada e alta densidade para a Vertiv LATAM.
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