Com investimento de R$ 20 milhões, Massari Fértil e Morro Verde triplicam produção de FNR e reforçam avanço da indústria nacional de fertilizantes

Com investimento de R$ 20 milhões, Massari Fértil e Morro Verde triplicam produção de FNR e reforçam avanço da indústria nacional de fertilizantes
Massari Fértil e Morro Verde triplicam produção de FNR

25.05.2026

Em um momento em que o Brasil busca reduzir sua forte dependência de fertilizantes importados, a Massari Fértil e a Morro Verde anunciaram a ampliação da produção de Fosfato Natural Reativo (FNR) na unidade de Pratápolis (MG), após investimento de R$ 20 milhões realizado pela nova operação formada a partir da fusão das empresas, concluída em janeiro de 2026.

O movimento ocorre em um cenário de crescente pressão sobre o abastecimento global de insumos agrícolas. Atualmente, cerca de 80% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, segundo dados do setor, o que expõe o agronegócio nacional à volatilidade cambial, tensões geopolíticas e oscilações logísticas internacionais.

Com o aporte, a capacidade produtiva da planta mineira saltou de aproximadamente 400 mil toneladas para 1,2 milhão de toneladas anuais, triplicando a operação e posicionando a companhia entre os principais fornecedores nacionais de fosfatos naturais para o agronegócio.

A expansão acompanha um mercado em forte crescimento. Em 2025, o Brasil registrou recorde histórico nas importações de fertilizantes, com mais de 45 milhões de toneladas desembarcadas nos principais portos do país, reforçando o tamanho da demanda interna e a necessidade de ampliar a produção nacional.

Com faturamento estimado em R$ 500 milhões e capacidade superior a 3 milhões de toneladas anuais, a nova operação formada pela Massari Fértil e Morro Verde passa a integrar o grupo das maiores companhias brasileiras do segmento de fertilizantes naturais.

Segundo Sérgio Ailton Saurin, CEO da Massari Fértil e Morro Verde, o investimento fortalece não apenas a companhia, mas também a competitividade do agronegócio brasileiro.

“Estruturamos uma operação mais robusta e eficiente, preparada para sustentar nosso crescimento nos próximos anos e atender às necessidades do mercado interno com mais competitividade”, afirma o executivo.

Para Saurin, ampliar a produção nacional de insumos é uma agenda estratégica para o país.

“O Brasil ocupa posição central no agronegócio global e precisa avançar continuamente em autonomia e eficiência no fornecimento de insumos. Investimentos como este fortalecem a indústria nacional, geram valor para o produtor rural e impulsionam o desenvolvimento econômico das regiões onde atuamos”, destaca.

Além do impacto industrial, a expansão da unidade de Pratápolis deve impulsionar a economia regional, com geração de empregos diretos e indiretos, fortalecimento da cadeia de fornecedores e aumento da atividade econômica nos municípios do entorno.

Nos últimos anos, a busca por maior independência na produção de fertilizantes ganhou protagonismo no país, especialmente após crises logísticas globais e restrições internacionais de oferta que impactaram diretamente o custo da produção agrícola brasileira. O tema passou a integrar agendas estratégicas do setor agroindustrial e políticas nacionais voltadas à segurança alimentar e competitividade do campo.