Como o plástico da cana-de-açúcar pode reduzir a pegada de carbono
28.08.2026
A discussão sobre o impacto ambiental dos plásticos começa, muitas vezes, pela matéria-prima. Enquanto os plásticos convencionais são produzidos a partir de recursos fósseis, como petróleo, gás natural e carvão, os plásticos de origem renovável podem utilizar matérias-primas de origem vegetal, como a cana-de-açúcar. Essa diferença na origem do carbono tem impacto direto na pegada de carbono do material.
Nos plásticos convencionais, o processo começa com a extração dos recursos fósseis e seu posterior refino. Essas etapas fornecem os componentes básicos necessários para a fabricação dos plásticos. Considerando o conjunto dessas operações, as emissões de gases de efeito estufa chegam a aproximadamente 3,1 kg de CO? por kg de plástico. Esse valor é conhecido como pegada de carbono do berço ao portão, ou seja, aquela associada às etapas que antecedem a saída do material da fábrica.
Depois de produzidos, os plásticos são transformados em produtos, utilizados, reutilizados e reciclados. Cada uma dessas etapas pode gerar novas emissões de gases de efeito estufa. Ao final da vida útil, os materiais podem ser destinados a aterros ou incinerados. Na incineração, o carbono presente na molécula do plástico é liberado para a atmosfera.
É nesse ponto que a origem renovável da matéria-prima ganha relevância. Os plásticos de origem renovável da Braskem, I'm green™ bio-based, são quimicamente idênticos aos plásticos de origem fóssil. Isso significa que podem ser transformados, utilizados, reutilizados, reciclados e destinados ao fim de vida pelos mesmos processos. A principal diferença está justamente na forma como são produzidos.
No caso dos plásticos de origem renovável I'm green™ bio-based, a matéria prima é a cana-de-açúcar. O processo produtivo também gera emissões como no plástico tradicional O cultivo envolve, por exemplo, combustível para máquinas, fertilizantes e defensivos agrícolas, muitos deles produzidos a partir de recursos fósseis. As etapas industriais de transformação da matéria-prima em resina também têm emissões associadas.
O diferencial está no cultivo da cana-de-açúcar. Quando cultivada em áreas degradadas, a cana-de-açúcar contribui para a fixação de carbono no solo. Além disso, a biomassa residual gerada durante a produção é utilizada para produzir eletricidade renovável, reduzindo a necessidade de de outras fontes de energia para abastecer a unidade industrial.
Há ainda um aspecto fundamental: durante o crescimento da cana-de-açúcar, a planta absorve carbono da atmosfera. Isso significa que parte do carbono presente no plástico
de foi originalmente capturada pela planta, por meio do processo de crescimento da cana.
Quando todas essas etapas anteriores à saída do produto da fábrica são consideradas em conjunto - emissões e remoções de carbono -, o balanço se torna favorável.
Segundo a Braskem,o balanço resulta em uma pegada de carbono, do berço ao portão, de -2,12 kg de CO? por kg de polietileno de origem renovável I'm green™ bio based.
O número é relevante porque mostra que a discussão sobre sustentabilidade dos plásticos não deve considerar apenas o material em si, mas também a origem da matéria-prima e o carbono incorporado ao processo produtivo.
Ao substituir uma fonte fóssil por uma matéria-prima renovável, como a cana-de açúcar, muda-se a origem do carbono utilizado para produzir o polímero.
É uma mudança que coloca a origem do carbono no centro da discussão sobre o futuro dos plásticos. E talvez essa seja uma das questões mais importantes para a indústria de embalagens: não apenas qual material utilizar, mas de onde vem o carbono que está sendo colocado dentro dele.
Para saber mais sobre o polietileno de etanol da cana-de-açúcar, visite o site I'm green™ bio-based: I'm green bio-based